Primeira vez
Kriek de Bruges Rosé 330ml
SuaveAcidez: nível 1 de 4, SuaveCereja, doçura presente, acidez discreta. Se a pessoa que vai beber ainda desconfia de cerveja azeda, comece aqui.
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Bélgica · Pajottenland · Vale do Zenne
Nenhuma levedura é adicionada. O mosto passa a noite exposto ao ar do vale do Zenne, é colonizado pelo que vive ali — e depois espera de um a três anos dentro do carvalho.
13 rótulos disponíveis agora · 43 garrafas em estoque
Nunca bebeu lambic?
Lambic não é um gosto, é uma escala. Estes três rótulos cobrem os três degraus — do doce-frutado ao selvagem de verdade.
Primeira vez
Cereja, doçura presente, acidez discreta. Se a pessoa que vai beber ainda desconfia de cerveja azeda, comece aqui.
A escolha da casa
A coisa real
Gueuze de verdade: blend de lambics de idades diferentes, refermentada na garrafa. Seca, cítrica, com aquele fundo de celeiro. É o estilo inteiro num gole.
Para impressionar
Dublin encontra Bruxelas: stout da Guinness casada com lambic da Timmermans. Torra e acidez no mesmo copo — a garrafa que ninguém na mesa viu antes.
A escala
Toque num nível para filtrar os rótulos abaixo. É a leitura da casa, não medida de laboratório.
Timmermans
Oude Geuze · 6,7% · 375 ml
Timmermans
Kriek · 6,7% · 375 ml
De Cam Geuzestekerij
Lambic · 5,0% · 375 ml
Oud Beersel
Oude Geuze · 6,5% · 375 ml
Gueuzerie Tilquin
Oude Geuze · 7,0% · 375 ml
Lambiek Fabriek
Oude Geuze · 5,5% · 375 ml
De Cam Geuzestekerij
Kriek · 7,0% · 375 ml
Oud Beersel
Kriek · 6,0% · 375 ml
Gueuzerie Tilquin
Lambic · 7,0% · 375 ml
Lindmans
Lindmans
Guinness
Stout · 6,0% · 375 ml
Brouwerij Van Steenberge
Oude Geuze · 5,0% · 375 ml
Nenhum rótulo neste nível Escolha outro nível na escala acima.
Antes de comprar
Parte dos rótulos desta página é lambic no sentido estrito. A outra parte é prima próxima, e a gente prefere dizer isso na cara do que empurrar.
Nesta página: Timmermans, Lindemans e St Louis. A colaboração Guinness × Timmermans usa barril de lambic — está no meio do caminho, e a ficha diz isso.
Nesta página: Liefmans (Flandres) e Kriek de Bruges (De Halve Maan). Entram porque são o melhor degrau de entrada que existe — e porque ninguém deveria pagar caro numa gueuze sem saber se gosta de cerveja ácida.
Como se faz
Ato I · O vale
O berço do estilo é uma faixa rural a sudoeste de Bruxelas — o Pajottenland — e o vale do rio Zenne. Faz-se cerveja ali provavelmente desde a Idade Média, mas o nome aparece por escrito só no fim do século XVIII, por volta de 1794, em registros fiscais da região de Halle. A etimologia é disputada até hoje: uns apontam a vila de Lembeek, outros o alambique.
Ato II · A noite
Depois da fervura, o mosto é bombeado para um tanque raso e largo no sótão, com as janelas escancaradas. Ali ele esfria por 8 a 12 horas e é colonizado pela microbiota do ar e da própria madeira do prédio: Brettanomyces bruxellensis, Lactobacillus, Pediococcus e dezenas de leveduras selvagens. Por isso a produção é sazonal — só se brassa de outubro a abril, quando a noite entrega os micro-organismos certos.
Ato III · A madeira
Do koelschip o mosto segue para tonéis de carvalho, muitos deles reaproveitados do vinho ou do Porto, e amadurece de um a três anos. A madeira não está ali para dar sabor: ela abriga a microbiota e permite a micro-oxigenação lenta de que o Brettanomyces precisa. As teias de aranha ficam de propósito — fazem parte do controle natural de pragas. Cada barril evolui de um jeito.
Ato IV · O blend
Como cada barril é diferente, alguém precisa provar todos e decidir. É o trabalho do blendeur. A gueuze nasce dessa mistura: lambics de idades diferentes engarrafados juntos — o jovem ainda tem açúcar, refermenta na garrafa e produz a carbonatação naturalmente. Daí a rolha, a gaiola e o apelido de Champagne de Bruxelas.
Imagens: recriações fotográficas do universo do lambic produzidas para esta página — não são registros de arquivo de cervejarias específicas.
Vocabulário
Jovem, sem gás, servido direto do barril nos cafés do Pajottenland. Quase não se exporta.
O blend de lambics de idades diferentes que refermenta na garrafa. O "Champagne de Bruxelas".
Maceração de cerejas no lambic — tradicionalmente a variedade Schaerbeekse.
Mesma lógica da kriek, com framboesas no lugar da cereja.
Lambic adoçado com açúcar cândi. Historicamente a bebida do dia a dia: mais barata e mais leve.
Na hora de abrir
Tulipa ou flûte. Gueuze pede altura para segurar a espuma; kriek fica melhor em taça larga, que abre o aroma de cereja.
Entre 8 °C e 12 °C. Gelada demais some com a acidez e com a fruta — e é justamente por elas que você pagou.
Queijos lavados e curados, ostras, charcutaria, sobremesas ácidas. A acidez corta gordura melhor que quase qualquer vinho branco.
Guarde a garrafa em pé e abra devagar: ela refermentou na garrafa e tem sedimento no fundo. Sirva num movimento só e pare antes que a borra desça.
Sem rodeio
Na primeira vez, provavelmente vai estranhar — e isso é normal. Lambic é ácida de propósito, e a gueuze tem um fundo que muita gente descreve como celeiro ou couro. Não é defeito, é o Brettanomyces. Se você quer sentir o estilo sem levar um susto, comece pelas kriek do nível 1: a cereja segura a acidez e a transição é bem mais suave.
Porque leva de um a três anos dentro de um barril antes de ser engarrafada, só pode ser produzida no inverno europeu, e sobrou pouco mais de uma dúzia de produtores no mundo fazendo isso do jeito tradicional. Uma garrafa de 375 ml de gueuze rende duas taças de espumante — e é assim que ela costuma ser bebida.
Um a dois dias na geladeira, bem fechada — perde gás, mas a acidez segura o resto. Vale mais abrir quando houver mais de uma pessoa para dividir: a garrafa de 750 ml foi feita para a mesa, não para o copo.
Gueuze, sim: ela continua evoluindo na garrafa e muita gente guarda por cinco, dez anos. Guarde em pé, ao abrigo de luz e calor. Já as lambics com fruta tendem a perder o frescor da fruta com o tempo — essas valem beber logo.
Comece pelo degrau certo
Do doce-frutado ao selvagem de verdade.
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